quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Me dá!


Por Hélio Filho

Ministério da Saúde relaxa medidas para o acesso à camisinha em todo o Brasil

O acesso à camisinha distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) deve ficar mais fácil a partir deste ano em todos os postos do Brasil. Isso porque o Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde divulgou, no último dia 15, uma nota técnica onde dá algumas orientações aos componentes do SUS com o objetivo de derrubar um pouco da burocracia que existe hoje e que muitas vezes impede o acesso ao preservativo.

Um dos pontos do documento é a decisão de não exigir mais prescrição médica para a entrega dos preservativos masculinos, ou seja, você não precisa que um médico te autorize a pegar a camisinha. Chegou, pegou. A nota recomenda ainda para que os postos não cobrem também a apresentação de documento de identidade e obrigatoriedade de participação em palestras ou reuniões para ter acesso ao preservativo.

Em casos particulares que necessitam de uma quantidade maior do que a normalmente observada, como, por exemplo, profissionais do sexo e casais sorodiscordantes (quando apenas um é soropositivo), a recomendação da nota técnica é que os serviços procurem conhecer a real necessidade dessas pessoas. Além disso, o documento pede para que as unidades de saúde façam um trabalho de identificação de populações vulneráveis em seu território – travestis, garotos de programa e usuários de drogas injetáveis – e criem mecanismos para melhorar a distribuição para esses grupos.

Em 2008, 406 milhões de camisinhas foram distribuídas pelo Governo Federal para todo o Brasil, representando um recorde histórico. O número foi 3,3 vezes maior do que o disponibilizado no ano anterior (122 milhões). O maior quantitativo anual até então havia sido em 2003 com 257

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